Plangei, sinos! A terra ao nosso amor não basta.. Cansados de ânsias vis e de ambições ferozes, ardemos numa louca aspiração mais casta, para transmigrações, para metempsicoses! Cantai, sinos! Daqui por onde o horror se arrasta, campas de rebeliões, bronzes de apoteoses, badalai, bimbalhai, tocai à esfera vasta, levai os nossos ais rolando em vossas vozes! Em repiques de febre, em dobres a finados, em rebates de angústia, ó carrilhões, dos cimos tangei! Torres da fé, vibrai os nossos brados! Dizei, sinos da terra, em clamores supremos, toda a nossa tortura aos astros de onde vimos, toda a nossa esperança aos astros aonde iremos...

olavo bilac

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